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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

TRONO DE DEUS - PARTE VII - TRIBUNAL DO JUÍZO


1. Entraremos agora na apoteose do assunto proposto nesta simplória série Sobre o Trono de Deus. Será um conjunto de honras e elogios no final da grande controvérsia. Tudo aquilo que aos nossos olhos permaneceu nebuloso, agora, finalmente chega ao seu desfecho. Apocalipse é sem dúvida o Livro das Revelações. Foi orientação de Deus no sentido de demonstrar as sete fases da Igreja de Deus e o Triunfo Final do Seu Filho – O Cordeiro(Ap.5) – A Testemunha Fiel e Verdadeira(Ap.1:5), o Fiel e Verdadeiro (Ap.19:11), o Alfa e o ômega(Ap.22:12), etc.

2. É claro que no Apocalipse estava chegando a hora da abertura do Livro de Daniel que fora cerrado com a promessa de que ele (Daniel) estaria no fim do tempo do fim (Dn. 12:9 e 13).

3. Para aqueles que propagam serem Daniel e Apocalipse livros místicos e esotéricos, estão profundamente equivocados. Muito menos são livros parabólicos. Não há nenhuma ilação a qualquer indício alegórico. A simbologia nele contida foi proposital da parte do Autor Espiritual, o Espirito Santo (2Pe. 1:19-20), assim como da parte do seu autor intelectual, o profeta João (Ap.1:1e9).

4. Como o Livro das Revelações tem o seu começo como se fora uma epístola antiga, e seria para leituras públicas como era feito o Livro da Lei (a Torah), por isso João se antecipa e escreve focado no objeto de uma leitura púbica (Ap.1:3 p.p). A saudação e a doxologia já nos indica uma das 28 doutrinas fundamentais das Escrituras:

A Divindade Composta de Três.
O Pai, o Filho e o Espírito Santo.
(Ap. 1:4 e 5).

5. Logo no seu início o profeta João teve sua visão apocalíptica onde encontramos 51 passagens sobre Grande Trono de Deus (no singular, frise-se), somente em Apocalipse.

6. No contexto do verso 4, João viu os 7 Espíritos de Deus diante do Trono - Trono, que no singular significa único. Quem está diante do trono pode estar assentado ou em pé. A idéia aqui já nos remete a um passado significativo - o tempo da saída do Egito quando Deus manda que Moisés construa a Tenda da Congregação (Ex. 25:31). Ali Deus instrui que seja construído um candelabro de ouro batido, contendo 7 hastes(Ex. 37:17).

7. Logo no seu início, já temos a intervenção do Santo Espírito de Deus em Plenitude. Sem forçar a contextualização, mas provocando a harmonia textual, nos remetamos à profecia messiânica de Isaías 12: 1e2, pois sobre o Renovo da casa de Jessé repousaria o Espírito: (1) – do Senhor; (2) – que dá Sabedoria; (3) e Entendimento; (4) – traz Conselho; (5) – e Poder; (6) – dá Conhecimento; (7) e de Temor do Senhor. Estes são os elementos com os quais somos habilitados por Deus para exercermos a nossa vida cristã de forma bem sucedida. Sem estas virtudes administradas na forma plena da atuação do Espírito em nossa vida é totalmente impossível ser mensageiros do Senhor.

8. Ainda segundo o mesmo profeta João, ele foi convidado a subir e passar por uma porta aberta no Céu, onde ele, tomado pelo Espírito, esse mesmo Espírito que acabamos de falar, foi colocado diante dele um Trono no Céu e nele estava sentado Alguém... (Ap. 4:1-3).

9. E o que é mais estranho é que diante do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. E diante d'Ele (do que estava assentado no Trono), estavam acessas 7 lâmpadas de fogo, representadas por 7 tochas de fogo, que são os 7 Espíritos de Deus. Parece incrível que diante do Trono o Espírito se encontre muito bem posicionado, em completa atividade divina. E diante do Trono e não foram vistos outros tronos a não ser os 24 tronos dos 24 anciãos (Ap. 4:4) que também estavam assentados.

10. Apocalipse 5, também faz referência Àquele que está sentado no Trono, e mais uma vez a referência é simplista e verbalizada no singular, dando contas de quem está assentado no Grande Trono, único por sinal não visto até agora (Ap.5:1). Neste mesmo capítulo tomamos conhecimento de que o profeta de Patmos viu um Cordeiro que parecia morto, mas que estava vivo no centro e em frente do Trono (Ap. 5:6), Ele também tinha 7 chifres e 7 olhos que também eram os 7 Espíritos de Deus enviados por toda a Terra. A majestade é a mesma. Não compreende quem não quiser.

11. A Cena centralizadora do Trono de Deus é que precisa ser detidamente estudada nos seus mínimos detalhes – pois os eventos ligados a esta visão dizem respeito aos últimos dias. O Cordeiro se torna o foco da visão. Este lugar é o Centro de Controle Cósmico.

12. É uma cena do início do juízo de cognição, também conhecida como Juízo Investigativo ou Pré-Advento. Está visão responde com clareza a grande pergunta do Daniel 8:13 e elucida a resposta do verso 14. Até quando durará a visão do contínuo sacrifício?

13. A intersecção entre os capítulos 3 e 6, representam um parêntese importante na compreensão de outra das 28 Doutrinas fundamentais da Palavra de Deus – a Doutrina do Santuário – especificamente a Doutrina do Santuário Celestial na qual o Grande Dia da Expiação; o Juízo Pré Advento ou Juízo de Investigação. Dispensa-se aqui a redundância exagerada e não fazem parte do presente estudo.

14. Se errarmos neste particular, a nossa salvação estará totalmente comprometida. Prevendo essa asneira, o Apocalipse registra 51 passagens, todas elas grafadas no singular gramatical, demonstrando que a importância sobre o trono não está num mobiliário que tem o nome de Trono, mas na majestade divina dos seus Personagens Divinos. – Pai, Filho e Espírito Santo.

15. Continuando o cotejo do vocábulo Trono, na Revelação de Jesus, encontramos as seguintes referências diretas: Ap. 1:4, 3:21; Ap. 4:2, 3, 4, 5 (2 vezes), 6 (3 vezes), 9, 10(2 vezes); Ap. 5: 1,6,7, 11, 13; Ap. 6:16; Ap. 7: 9, 10, 11(2 vezes), 15(2 vezes) e 17; Ap. 8:3; Ap. 12:5; Ap. 14:3; Ap. 16:17; Ap. 19:4 e 5; É deveras assombrosamente majestático. Sempre sem o "s" o qual demonstraria a pluralidade da mobília celestial denominada como trono.

16. Interessante mesmo é o paralelismo que existe entre Ap. 20:4, 11 e 12 e Dn. 7: 9 e10, mostrando com profundidade o contexto do Juízo Investigativo. Demonstra com clareza a natureza da hora em que estamos vivendo a guisa daquilo que se desenvolve nas Côrtes Celestiais.

17. O epílogo deste assunto se encontra nos últimos capítulos do Livro das Revelações de Deus – mais precisamente em Apocalipse (Ap. 22: 3 e 4) – eis a grande realidade. Convém salientar que este evento ainda está no futuro. É uma profecia ainda não cumprida. Todos aqueles que forem havidos por dignos, estarão ladeando o Grande Trono Branco do Ancião de Dias, visto por Daniel (Dn. 7:9 e 10). Ali participaremos do cenário final do Grande Juízo de Deus ao redor do Trono (Ap.20: 4, 11 e 12. É bom estarmos bem lembrados disto. Por quê? A resposta está nos versos 11- 12. Depois disto Verso 3 e 5. São taxativos. Os tronos que ali foram postos serão para assentos dos salvos de todas as eras. Importante é salientar que Aquele que está sentado no Trono, onde o verbete trono está sempre grafado no singular. Porque também é singular a presença d'Aquele que está sentado no Trono.

18. A conclusão de tudo é Ap.22:3. Todas as vezes que encontramos no Bíblia a palavra Deus, lembremo-nos sempre de que o autor está se referindo à Trindade, ou seja, a Divindade Composta de três – o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

19. E quando se refere ao Cordeiro, o autor do Apocalipse está se referindo ao Filho de Deus, de Jesus Cristo, da Sua Humanidade que jamais se desfará por toda a Eternidade. O Cordeiro será sempre a certeza de todos os filhos de Deus de que o pecado não se levantará por duas vezes (Naum 1: 9). É conveniente e extremamente necessário bebermos um pouco na inspiração profética de EGWhite:

" O caminho para o trono e Deus está sempre franqueado. Não podeis estar sempre de joelhos em oração, mas vossas silenciosas preces podem ascender constantemente a Deus pedindo força e direção. Quando tentados, recebereis o poder para refugiar-vos no esconderijo do Altíssimo. Seus braços eternos estarão por baixo de vós. Que possam encorajar-vos estas palavras.
Conselhos sobre Saúde, 362/3.

"No Lugar Santíssimo vi uma arca, cujo alto e lados eram do mais puro ouro. Em cada extremidade da arca havia um querubim com suas asas estendidas sobre ela. Tinham os rostos voltados um para o outro, e olhavam para baixo. Entre os anjos estava um incensário de ouro. Sobre a arca, onde estavam os anjos, havia o brilho de excelente glória, como se fora a glória do Trono da Habitação de Deus. Jesus estava junto à arca, e ao subirem a Ele as orações dos santos, a fumaça do incenso subia, e Ele oferecia suas orações ao Pai com o fumo do incenso. Na arca estava a urna de ouro contendo o maná, a vara de Arão que florescera e as tábuas de pedra que se fechavam como um livro. Jesus abriu-as, e eu vi os Dez Mandamentos nelas escritos com o dedo de Deus". Cristo no Seu Santuário – 12/4.

" O esplendor sem-par do tabernáculo terrestre refletia à vista humana as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o Trono de Deus". O Grande Conflito, pág. 414; Cristo no Seu Santuário – 17/6

"Como foi declarado, o santuário terrestre fora construído por Moisés, conforme o modelo a ele mostrado no monte. Era uma figura para o tempo então presente, no qual se ofereciam tanto dons como sacrifícios; seus dois lugares santos eram figuras das coisas que estão no Céu" (Hb. 9:9 e 23); Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, é "ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem". Heb. 8:2.

"Sendo em visão concedida a João uma vista do Templo de Deus no Céu, contemplou ele ali sete lâmpadas de fogo(Ap. 4:5) que ardiam diante do Trono. Viu um anjo, "tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do Trono (Ap. 8:3). Com isto permitiu-se ao profeta ver o primeiro compartimento do santuário celestial; e viu ali as "sete lâmpadas de fogo e o altar de ouro representados pelo castiçal de ouro e o altar de incenso no santuário terrestre. Novamente, abriu-se no Céu o Templo de Deus (Ap. 11:19), e ele olhou para dentro do véu interno, no Santo dos Santos. Ali viu a Arca do Seu Concerto, representada pelo escrínio sagrado construído por Moisés a fim de conter a Lei de Deus". Cristo no Seu Santuário – 37/3

"Assim foi com os discípulos de Cristo, mesmo quando o Salvador estava com eles em pessoa. Seu espírito se havia imbuído da idéia popular acerca do Messias como príncipe terreno, que exaltaria Israel ao Trono do domínio universal, e não compreendiam o sentido de Suas palavras predizendo Seus sofrimentos e morte" Cristo no Seu Santuário – 68/5.

" O esplendor sem-par do tabernáculo terrestre refletia à vista humana as glórias do templo celestial em que Cristo, nosso Precursor, ministra por nós perante o Trono de Deus. A morada do Rei dos reis, em que milhares de milhares O servem, e milhões de milhões estão em pé diante d'Ele (Dn. 7:10), sim, aquele templo, repleto da glória do Trono Eterno, onde serafins, seus resplandecentes guardas, velam a face em adoração – não poderia encontrar na estrutura mais magnificente que hajam erigido as mãos humanas, senão pálido reflexo de sua imensidade e glória. Contudo, importantes verdades relativas ao santuário celestial e à grande obra ali levada a efeito pela redenção do homem, eram ensinadas pelo santuário terrestre e seu culto." Cristo no Seu Santuário – 89/3

"Os lugares santos e santíssimo do santuário celeste são representados pelos dois compartimentos do santuário terrestre. Sendo, em visão, concedido ao apóstolo João vislumbrar o Templo de Deus nos Céus, contemplou ele, ali, "sete lâmpadas de fogo" que diante do Trono ardiam (Ap. 4:5). Vi um anjo, "tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do Trono". (Ap. 8:3).

"Foi permitido ao profeta contemplar o primeiro compartimento do santuário celestial; e viu ali as "sete lâmpadas de fogo", e o "altar de ouro", representados pelo castiçal de ouro e altar de incenso, do santuário terrestre De novo, abriu-se no Céu o Templo de Deus (Ap. 11:19), e ele olhou para dentro do véu interior, ao lugar santíssimo. Ali viu "a arca do Seu concerto, representada pelo receptáculo sagrado, construído por Moisés, para guardar a Lei de Deus." Cristo no Seu Santuário – 89/4

"A Cristo pertence a glória da redenção da raça decaída. Através das eras eternas, o cântico dos resgatados será: "Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, ... a Ele glória e poder para todo o sempre." (Ap. 1:5 e 6).

"E assentar-Se-á, e dominará no Seu Trono, e será sacerdote no Seu Trono. AGORA NÃO ESTÁ NO TRONO DE SUA GLÓRIA; O REINO DE GLÓRIA AINDA NÃO FOI INAUGURADO. Só depois que termine a Sua obra como mediador, Lhe dará Deus o Trono de Davi, Seu pai, reino que não terá fim".(Lc. 1:32 e 33).

" Como sacerdote, Cristo está agora assentado com o Pai em Seu trono (Ap. 3:21). No trono, com o Ser eterno e existente por Si mesmo, é Ele o que tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si; que em tudo foi tentado, mas sem pecado; para que possa socorrer aos que são tentados. Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai. Isa. 53:4; Heb. 4:15; 2:18; I João 2:1. "Sua intercessão é a de um corpo ferido e quebrantado, de uma vida imaculada. As mãos feridas, o lado traspassado, os pés cravejados, pleiteiam pelo homem decaído, cuja redenção foi comprada com tão infinito preço". Cristo no Seu Santuário – 90 e 91

20. Termina aqui o nosso pequeno arrazoado sobre a matéria mais controvertida para os nossos amigos antitrinitarianos que estão a implodir a fé e a certeza de uma dezena de milhares de incautos irmãos, distraídos com a pregação de que o Espírito Santo não é Deus. Com relação a esste particular sejamos anátema.

21. Oxalá que da boa leitura dos enxertos desta Série, eles se convençam da indignidade de administrar uma doutrina tão correta como a Divindade do Espírito de Deus, e com isso comprometerem a salvação deles e dos outros incautos ouvintes que lhes dá atenção.

22. Por fim, o cavalo de Tróia deles ainda é Apocalipse 22:3, como se o texto estivesse significando duas mobílias reais. Quem melhor explicita o texto supra é o próprio João em Ap. 3:2. A inspiração não está a falar de mais de um trono para a Divindade. O próprio Filho de Deus incentiva vencermos e nos assentarmos no Seu Trono com Ele na qualidade de vencedor, venceu e assentou-Se no Trono com Seu Pai.

23. O autor do presente texto e que ao final subscreve tem absoluta certeza de que as visões de João retratadas em todo o conteúdo de Ap. 22:3 e Ap. 3:21 se coadunam e não se contradizem com os mesmos verbetes estudados ao longo da Série.

24. Viveremos na Eterna Presença de Deus o Pai, Deus o Filho e do Deus Espírito Santo.




25. A todos os estudiosos internautas e crentes em Jesus Cristo, concluímos dizendo: Que o Senhor lhes abençoe e lhes guarde; que o Senhor faça resplandecer o rosto sobre vocês e de vocês tenha misericórdia; o Senhor sobre vocês levante o rosto e lhes dê a paz (Nm. 6:24-26) – a Bênção Sacerdotal.

Acompanhe toda a série clicando aqui Parte I Parte II Parte III Parte IV Parte V Parte VI

Por Olavo Ferro
Ancião da Igreja Adventista do 7º Dia e
Professor de Escatologia da Classe dos Amigos
Central do Recife
olavoferro@uol.com.br

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

TRONO DE DEUS - PARTE VI - O Trono de Deus no NT


1. Visitando os 04 evangelhos, apenas 3 passagens se referem ao Trono de Deus. Em Mt 19:28, encontramos o Senhor Jesus aludindo de forma explícita.

2. Muito interessante esta passagem, porquanto o verbo assentar está no tempo futuro divino da pessoa d'Ele como ser humano. Deus nunca será encontrado no passado, nem muito menos no futuro. Ele para sempre É. Ele vive no Presente contínuo. Eterno. A Eternidade faz parte d'Ele (Hb.13:8). Aliás, Ele é a eternidade. Tanto o Filho como o Espírito Santo são um em essência, natureza e propósito com o Pai. Cristo é aquele que está sustentando todas as coisas no Universo e mantendo os corpos celestes em suas órbitas e/ou rotas designadas, pelo poder de Sua Palavra. Aqui pode ser entendido que Ele ainda não está assentado, mas o fará quando da renovação e regeneração da Terra e do Universo. O texto é de expressão bem definida.

3. Quando todo o processo da Salvação do Planeta estiver totalmente realizado, ai sim, participaremos do reconhecimento universal da Sua entronização. Nesta parte do Evangelho de Mateus, Ele(Jesus) está aludindo acerca da Sua condição como Filho do Homem. Portanto, a alusão é específica. Ele está querendo dizer que quando os Céus e a Terra forem criados de novo (Is. 65:17 e 2Pe. 3:13), o verbo grego é Kainos e não Neos (grego), ai sim teremos a consumação de todas as coisas e o nosso tempo será eterno.

4. O Trono de Sua Glória, alude que já estaremos na Eternidade. Ai tudo será diferente. Por enquanto, (1Cor. 2:9) essa é a nossa realidade. Ademais, precisamos pensar com a mente de Cristo (1Cor. 2:16). Como será discernir e ter pensamentos espirituais? (1Cor.2:10-16). Neste último trecho das Escrituras temos de forma irrefutável que se o Espírito de Deus, Santo, ou de Cristo, não for Deus, Ele terá de ser maior do que Deus, uma vez que Ele penetra e/ou perscruta até as profundezas de Deus. No mínimo terá que ser divino. Existe evidência maior do que esta? Logo a Divindade da Terceira Pessoa rejeitada pelos trinitarianos. É o absurdo dos absurdos. Na VII parte desse artigo, vergastaremos em profundidade a tese dos antitrinitaristas de forma contundente com a exposição escatológica do Livro das Revelações – o Apocalipse de João, o discípulo amado.

5. Porém, tudo isto só será possível compreendermos em sua plenitude quando formos glorificados. Destarte, tudo que fizermos utilizando a nossa vontade, nossos desejos, nossas conjecturas, será tão somente isso, pois, sem o alinhamento com o Grande Mestre e com o segundo eu de Cristo, o Espirito de Deus, o nosso Consolador, nada terá finalidade alguma. As vicissitudes do presente século serão muito sombrias do lado de cá da eternidade.

6. Nossas vestes serão doadas pelo nosso Salvador. "Ele disse na revelação que fez ao vidente de Patmos que"...andaremos vestidos com vestiduras brancas...(Ap. 3:5 e 7:8), e o único adorno que teremos será uma coroa ou tiara de glória. Primeiro porque fomos feitos reis e sacerdotes para Deus (Ap. 1:6); e segundo porque seremos coparticipantes da natureza divina com a pessoa do nosso Salvador; e terceiro porque nos assentaremos em 12 tronos para julgar as 12 tribos de Israel.

7. Por isso, vale apenas sermos mais que vencedores. A segunda passagem do Evangelho de Mateus é Mt. 23:21 22. Ali Jesus fala da temeridade do juramento dos hipócritas judeus, pois quem jura pelo Céu está jurando não só pelo Trono de Deus, como pelo que está sentado nele. E quem é que está assentado nele? (Dn. 7:9-10 e Ap. 4 e 5).

8. Por último, encontramos o evangelista Lucas confirmando a nossa vocação judicial de que nos assentaremos em tronos celestiais para julgar as doze tribos de Israel (Lc.22:30).

CARTA AOS HEBREUS.

9. Hb. 1:8, está falando do Trono da Graça, no qual longe está o autor de se referir a uma simples mobília. Aqui está uma citação do Salmista que em seu louvor, contempla a posição exaltada do Filho no grande plano redentivo de Deus. É uma forma reverente com a qual o Deus Pai se dirige ao Filho, chamando-O de Deus. É uma posição de exaltada dignidade é demonstra a divindade de Cristo.

10. A nossa mente percorre um entendimento mais profundo, porquanto o Filho nesta sua nova posição é muito mais que Deus somente – É o nosso Emanuel (Imanu-el), Deus Conosco. O Deus por nós.

11. A Salvação do homem e de todo o plano da redenção estão baseados na divindade de Cristo, onde o Deus Pai e o Deus Espírito Santo se envolveram de corpo e alma na consumação desse desiderato. Não pode haver testemunho mais elevado da Divindade das três Pessoas Coeternas, especialmente de Cristo do que a forma como foi expressa no verso 8 do capítulo 1 de Hebreus.

12. Já em Hb 4:16 encontramos uma nova nomenclatura para o trono de Deus – Trono da Graça, ao qual devemos nos achegar com confiança. Ali é o lugar onde devemos confessar arrependidos pela nossa vida de pecado e obtermos o perdão e a purificação deles. É ali que seremos ajudados em tempo oportuno, i.é. no tempo da tentação. E o coro angelical proclama a vitória de Cristo no Grande Conflito Cósmico. Tudo está cumprido. Está feito. Está Consumado.

13. Praticamente é aqui que os nossos amigos antitrinitaristas se baseiam para levantar a idéia de que O Espírito de Deus não tem um trono. Irrelevante essa asserção. Não veem que a diferença entre os três é apenas Funcional? A preeminência, a Preexistência de Cristo foi proclama pelo Deus Pai, pela eficiência e autoridade do Deus Espírito, que o gerou no útero de uma mulher escolhida por Eles, como vaso da maior bênção já concedida aos mortais.

14. As funções desempenhadas pela três pessoas Ativas da Divindade não podem se confundir. Nem o Pai nem o Espírito Santo se fizeram homens. Nem padeceram como o Filho. Dai a Preeminência de Cristo ser singular. Impar. No Céu não há ninguém semelhante a Jesus; nem o Pai e nem o Espírito, porque Ele é humano. Eles não morreram na Cruz como o Sacrifício Eterno, porque Ele é o Filho do Homem. Nem na Terra há qualquer a Jesus, porque Ele é o Filho de Deus.

15. Não podemos retirar do contexto bíblico histórico, a profecia das 2300 anos (tardes e manhãs) de Daniel 8:13 e 14. É bom que seja aqui frisado, não só para dar ênfase a profecia, mas pra configurar que profecia nenhuma nos foi dada a não ser pelo poder do Deus Espírito (IIPe. 1:20).

16. Devemos estar absolutamente convictos de que na primeira fase do Juízo Pré Advento, o Pai ´é o Juiz, Jesus é o Sumo Sacerdote, e o Espírito Santo é nosso Consolador. Jesus intercede no Céu pelo pecador arrependido diante do Pai (IJo. 2:1)i; enquanto que o nosso Consolador aqui na Terra intercede por Cristo no Santuário da nosso Corpo com gemidos inexprimíveis (Rm.8:26). Esta é a síntese da Teologia do Corpo como o Templo de Deus na Terra.

17. Vamos concluir essa VI parte do nosso estudo com uma citação do Espírito de Profecia ,na qual a pessoa de EGWhite cumulada com o dom profético nos proporciona um texto belíssimo e esclarecedor:

"Ele(Cristo) é o nosso sacrifício, nosso Advogado, nosso Irmão apresentando nossa forma humana perante O TRONO,DO PAI, achando-Se, através dos séculos eternos, unido à raça que Ele - o Filho do homem - redimiu. E tudo isto para que o homem pudesse ser erguido da ruína e degradação do pecado, a fim de que refletisse o amor de Deus e participasse da alegria da santidade."
Caminho a Cristo, 14, pg. 4.

Nosso Salvador, que com eles (discípulos) havia andado, falado e orado, que lhes inspirara esperança e conforto ao coração, fora levado ao Céu, quando Seus lábios proferiam ainda a mensagem de paz; e, enquanto a nuvem de anjos O recebia, vieram até eles os acentos de Sua voz: "Eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos." Mat. 28:20. Ascendera ao Céu em forma humana. Sabiam que estava perante o TRONO DE DEUS, ainda como Amigo e Salvador seu; que Sua simpatia não se havia alterado; que continuava identificado com a sofredora humanidade. Estava apresentando perante Deus os méritos de Seu próprio precioso sangue, mostrando Suas mãos e pés feridos, em lembrança do preço que pagara por Seus remidos. Sabiam que ascendera ao Céu a fim de lhes preparar lugar, e que voltaria e os levaria para Si. Caminho a Cristo – 74, pg.1.

18. Não poderia ser diferente. A inteligência do Plano da Salvação ficou a cargo do Filho com o apoio logístico e material dos demais componentes da Trindade Eterna, porquanto misturado com a nossa humanidade e como parte do plano, o Senhor Jesus despiu-se de sua Divindade para consumar a Operação Resgate de todos os redimidos(Fil.2:5-11).

19, Jamais alguém vai poder permitir que o Espírito de Deus assuma o controle da nossa vida sem que Ele não seja Deus (ICo. 3:16e17 e ICo.6:19 e 20).

20. Quem disse que o Espírito não tem Trono está dizendo uma grande tolice. Todo Santuário tem um Trono. Portanto, o Santuário da nossa vida precisa ser ocupado pelo Seu dono – o Espírito Santo. Você meu querido amigo que duvida da Terceira Pessoa da Divindade, com certeza está dando passos largos na apostasia da sua fé e comprometendo sua vida futura, Sem dúvida alguma cometendo o pecado contra o Espírito Santo, que não tem o perdão de Deus.

21. Tenhamos sempre em mente que "... Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito Santo. A Natureza do Espírito Santo é um Mistério... Os homens não podem explicar, porque o Senhor não lhes revelou." Atos dos Apóstolos, p 47/52

22. Nosso apelo é que devemos dar à verdadeira atenção aquilo que é importante. Discutir pontos que podem ser motivo de controvérsia e que Deus não revelou, é fazer o que Lúcifer fez com Eva e como consequência com Adão, arrastando-os nesta desgraça de pecado. E lembremo- nos que para nos purificar desta sujidade, Jesus fez o Seu Supremo Sacrifício.

Até parte VII. É o último capítulo da Série.

sábado, 31 de dezembro de 2011

TRONO DE DEUS - PARTE V

O TRONO DE DEUS NO LIVRO DOS SALMOS.


1. Os Salmos em sua maioria davídicos, são também pródigos em tratar do assunto em tela. Vejamos o que Davi diz no Salmo 11 – "o Senhor está no Seu santo Templo; o SENHOR tem o Seu Trono nos Céus." (Sl 11:4).

2. Salmo 45:6 –" O Teu Trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre, cetro de justiça é o cetro do Teu reino." (Sl 45:6)

3. É bom ressaltar que trono aqui não é uma cadeira, uma mobília, sim uma posição de realeza. Lugar da habitação divina. Lugar de Expiação, onde o sacrifício é sempre Cristo, o Cordeiro.

4. Por favor, não vamos fazer como a Versão do Novo Mundo, vertendo Hebreus 1:8, dando a entender que o Pai está na incomoda posição de uma poltrona real, onde o Filho está assentado em cima d'Ele pelos séculos dos séculos. Que blasfêmia. Cometem a estultícia para não aceitar a Humanidade e a Divindade do Filho de Deus. É terrível gente de Deus.

Salmo 47:8 – "...Deus está assentado em Seu Santo Trono...

Salmo 103:19 –" O Senhor estabeleceu o Seu Trono nos Céus, e como rei domina sobre tudo o que existe."

Salmo 122: –" Alegrei-me quando me disseram: Vamos a Casa do Senhor. Pararam os nossos pés junto às portas de Jerusalém...(verso 1); ...Lá estão os tronos de Justiça, os tronos da casa de Davi..."

5. Davi está aqui se referindo aos tronos em que presidiam o Sumo Sacerdote e o seu próprio trono, cuja dependência vinha do Trono da Majestade do Céu. Por isso, é que Jerusalém era a cidade do Grande Deus.

6. Até nisto, quando o vocábulo Trono vem grafado no plural, a interpretação se dá entre como se administra a Justiça na Terra e no Céu, tendo como seus porta-vozes os sacerdotes e reis terrestres.

7. Como é fantástico esse nosso Deus. Nós pobres seres humanos, cheios de defeitos, incompreensões, pecadores, somos justificados e amados por um Deus perfeito, que não comete sequer um deslize na conjugação dos verbos em suas concordâncias e regências verbais. Não é significativo pensarmos assim?

8. Meritoriamente o Livro dos poetas bíblicos demonstram um louvor Àqueles que estão diante do Trono, servindo ao Povo de Deus sem passar por cima dos nossos pecados de forma irresponsável como pensam algumas, mas com uma Justiça que custou ao próprio Deus um preço de Sangue.

9. O inimigo do Povo de Deus está sempre atento para iludir-nos e distrair-nos em nossas atenções, e perdermos de vista o Autor e o Consumador de nossa fé – Jesus Cristo (Hb.121 e 2).

10. Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós com abundância dela. A idéia de escrever esta série é no sentido de alertar aos nossos irmãos e amigos internautas, a respeito da irreverente e insidiosa mensagem dos antitrinitárianos que vêm cumprindo a profecia bíblica contra a personalidade e pessoalidade do Ruach HaKodesh, o nosso querido Consolador e dadivoso Espírito Santo, pois três são os que dão testemunho, o Espírito, a água e o sangue (IJo. 5:7).

Amém, Amém e Amém.

Encontrar-nos-emos na Parte VI. Até lá!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

TRONO DE DEUS - PARTE IV

AS VISÕES DOS PROFETAS MICAÍAS
E ISAÍAS.

1. Em visão o profeta Micaías teve acesso ao Trono de Deus, contraditando o que os trinitarianistas têm propalado em alto e bom som e aos quatros cantos da Terra, de que o Espírito Santo não é Deus. E que no Céu existe o trono do Pai e o trono de Cristo, enquanto que o Espírito Santo se encontra destronado. Logo não é Deus. Sofisma de falsa implicação é a tese desses infortunados.

2. Por incrível que pareça no Texto de I Reis 22:19, na visão concedida por Deus ao profeta Micaías, como em todas as outras passagens citadas nas Escritura, a palavra Trono sempre aparece grafada no singular, tal como em todo o livro do Apocalipse e em Daniel 7:9 e 10, Todas elas se referindo à sala de Audiência da Côrte Judicial do Universo.

3. Por causa de sua rebelião contra os princípios divinos e, consequentemente de seus pecados, o professo povo de Deus havia perdido a proteção divina.(1)

(1) SDABC da Sta Bíblia, edição espana, vol.4, pg 169, editado pela Pacific Press Publish Association, primeira edição, 1985.

4. Nessas passagens, a Divindade sempre está ladeada por todo o exército angelical do Céu. Portanto, Micaías foi o precursor da visão do Trono da Majestade no Céu. Ele viu o SENHOR (Adonai) assentado no Seu Trono, ladeado por todo o Seu exército celestial, tal como também nos é mostrado em Isaías 6 e em Ap.5:11, Dn. 7:9 e 10.

5. Para mostrar a pureza e a consonância dos escritores bíblicos, o profeta Isaías aproximadamente entre os anos 739 e 740 aC também foi privilegiado pelo Deus Pai, mostrando-lhe, inclusive de forma detalhista o tempo dessa visão. (Is. 6:1-3). Foi nos dias finais do reinado de Usías (Azarias, ou ainda em linguagem assíria – Azirian Iauda como Uzías era assim chamado por Tiglat Pileser), que o Senhor mostrou ao jovem profeta à sua Glória. Aliás, Azarias era o seu verdadeiro nome, ressalte-se.

6. Foi o rei que teve o reinado mais extenso (52 anos). Essa visão foi dada a Isaías como uma confirmação do seu ministério profético. Isaías estava vivendo no período mais crítico e perigoso, e Israel precisava de uma mensagem de repreensão.

7. Observe-se que, em seus regozijos, os habitantes do Céu proclamam a forma tripla de sua adoração – o Santo, Santo, Santo em sua homenagem ao Senhor Deus. Há quem diga que essa forma de louvor é uma forma acentuadamente dirigida Àqueles que fazem parte da Trindade, um Santo para cada um dos membros da Divindade composta; ao Deus Pai, ao Deus Filho e ao Deus Espírito. Faltou somente o Amém Triplo. Amém, Amém e Amém.

8. Embora não haja comprovação teológica nem doutrinária a respeito, não há nenhuma agressão ao texto original, se o fizéssemos. O fato relevante é que o vocábulo trono também foi grafado na forma singular – sem o "s" no seu final.

9. Pela segunda vez no AT a visão do Trono Divino demonstra a singularidade da transcrição literal de apenas um TRONO, como o é em todas as Escrituras, mostrando, destarte, a congruência com os demais escritos proféticos.

10. Se fosse doutra maneira, Deus estaria Se contradizendo em todas as suas revelações de Si mesmo. E agora, como ficam os teólogos não pneumologistas com a nova doutrina dos nossos irmãos antitrinitários?

11. A dispensação antitrinitariana põe fim à doutrina distintiva da IASD – a Doutrina do Santuário. Se Jesus sempre intercedeu pelo Seu Povo, diante do Trono, como pode Ele está assentado à direita de Deus Pai, quando todas as Escrituras dizem e sempre atestam que Ele está diante da Arca da Aliança, no meio dos querubins, diante do propiciatório e em frente ao Pai?

12. Seria um contrassenso não só contra o vernáculo, mas contra a lógica e as mais simples regras da interpretação bíblica.

13. Esta manifestação da Glória Divina veio a acontecer ao jovem profeta Isaías, em uma de suas visitas aos sagrados recintos do Templo Salomônico (PR228). Deus tinha um propósito, em dar ao profeta uma visão ampliada da Sua magnificência. Estava Isaías no átrio do Templo, orando, quando viu se abrir e aparecer ante ele, no Lugar Santíssimo, Deus o convidando a contemplá-Lo com detalhes assentado em Seu Trono. É bom ler o texto in integro (Is. 6: 1-8)

14. Tal como fazem os profetas Ezequiel e Daniel (contemporâneos), mas tarde no cativeiro babilônio (Ez.1:1 e 10:1-5 e Dn. 7:9 e 10), essa é uma sublime demonstração divina de que, quando os perigos assediavam Seu Povo, e as trevas estavam a ponto de prevalecer; Ele (Deus) convida Isaías para vê-Lo sentado (singular), dirigindo os assuntos do Céu e da Terra, no palácio do Grande Rei do Céu (Hab. 2:20).(2)

(2) Ibdem. pgs. 169/170.

15. Para concluir, Deus ainda em palavras e, sob a forma de questionação pergunta a Isaías: "o Céu é o Meu Trono, e a Terra é o estrado dos Meus pés; que casa Me edificareis vós? Qual é o lugar do Meu repouso?" Duas questões muito significativas e conclusivas" . E ainda ajuda na resposta: porque a Minha mão fez todas as coisas (Is. 66:1-2). Portanto, o final da IV parte deste arrazoado, serve como uma provisão de ajuda para que não cometamos uma estultícia e degradação contra o texto bíblico, bem assim, sob a forma de blasfêmia, e percamos a nossa fé num Deus Trino que sempre foi perseverante no cumprimento de Sua vontade, em fazer, na plenitude do tempo, convergir em Jesus Cristo todas as coisas que estão no Céu, como na Terra.(Ef.1:10). Cabe aqui um Amém triplo. Amém, Amém e Amém.

Até a V parte da Série.

Escrito por Olavo Ferro


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TRONO DE DEUS – Parte III

SANTUÁRIO TERRESTRE.



1. Como foi que Deus habitou com seu povo no Santuário Terrestre? É uma boa pergunta que merece uma resposta satisfatória e escriturística.

2. Esta matéria encontra-se fundamentada nos livros do Êxodo, Levítico, Hebreus e Apocalipse. Há uma irmanação e uma simbiose explícita e didática nas funções dos Santuários Terrestre e Celestial.

3. E por conta da má compreensão das mensagens destes livros, muitos exegetas comprometidos com sua religiosidade denominacional, constroem dogmas que não são consentâneos com a verdade escriturística da Palavra de Deus. Vamos aos detalhes.

4. Segundo M. L. Andresen(1) , o edifício representado por uma tenda, não era muito grande. Tinha 6 metros de largura por 18 de comprimento. Tinha também uma parte fechada chamada de 'Pátio', com 30 metros de fachada medindo aproximadamente 60 metros comprimento. Na verdade o pátio cercava de forma inviolável o Tabernáculo ou Tenda da Congregação como era assim chamado o Santuário Terrestre.

(1)Andresen M.L, The Santuary Service, CASA, 1983, Brazil.

5. Era um edifício portátil. De acordo com as orientações divinas, era desmontado e facilmente transportado. Perambulou por 40 anos no deserto. Era todo gradeado por tábuas trabalhadas com montagem em base de prata.

6. Nós encontramos em Ex. 36:9-34 uma descrição pormenorizada da arquitetura desse edifício portátil. Aonde quer que o Povo de Israel se deslocasse, carregava consigo o ST.

7. O Edifício era composto e divido em três partes, a saber: o Pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo; todos estavam equipados com mobiliários, como veremos mais a seguir.


8. No Pátio – estavam o Altar de Holocausto/Sacrifícios; No Lugar Santo – ficavam o Candelabro com as 7 hastes com luminárias; a Mesa dos Pães da Proposição; e o Altar de Incenso, que embora sendo uma mobília do Lugar Santíssimo (Hb.9:1-5) rem razão do Sacerdócio Levítico ficava diante do véu; e finalmente, no Lugar Santíssimo, onde ficava a Arca da Aliança, símbolo da Presença e do Trono (no singular) de Deus.

9. Para se ter um vislumbre de como era esse o lugar que Deus resolvera conviver com Seu povo, coletamos uma das muitas imagens da Tenda da Congregação. Ei-la:


10. Ali estava a promessa da misericórdia divina. Pelo comportamento atual e futuro de Seu povo, o Senhor haveria de conferir a bênção e ou a maldição preconizadas pelo ritual do Santuário. Tudo funcionaria como uma lição didática, símbolos que seriam visualizados nas cerimônias Diárias e Anuais até que viesse o Salvador em pessoa.

11. Deus se faria presente, habitando no meio do Seu povo no terceiro compartimento daquela tenda onde se encontrava o transunto do Seu Caráter – na Arca da Aliança, como um símbolo do próprio Jeová (YWHW). Jamais em nosso mundo o Senhor fizera tão claras demonstrações de Sua Presença e supremacia quanto durante esse tempo, quando Ele era unicamente o Rei de Israel.(2)

(2) Present Truth / 1º / Abril / 1886.

12. Sua Arca ora oculta aos olhos humanos, era o lugar da manifestação de Sua Glória, visualizada numa nuvem que cobria o tabernáculo. Moisés faz referência a este assunto dizendo que a Glória do Senhor encheu o Tabernáculo, de dia como uma nuvem e de noite como um fogo. (Ex.40:34-38, Nm. 9:15-23)

13. Mas em momento algum encontramos qualquer registro de uma mobília denominada como um trono, um espaço geográfico específico visto por qualquer mortal – nem mesmo por Moisés.

14. Quem dedicou boa parte do seu livro para mostrar as andanças do Senhor no meio do Seu povo, foi o profeta Ezequiel. Ele dedicou quase todas as páginas do seu livro sobre a habitação de Deus e Sua Glória. Uma visão muito parecida com a visão do profeta Isaías(Is. 6:1-3) e do apóstolo João (Ap. 4:1-3). Só que a visão de Ezequiel sempre foi limitada ao Santuário Terrestre, no caso, o Templo construído pelo rei Salomão. Porém, João viu o Santuário Celestial assim como Isaías.

15. Concluindo esta terceira parte, é própria e tem tudo haver com a citação de EGWhite quando ela afirma que o " Filho de Deus sempre esteve à frente na condução do Plano da Salvação, se expressando de uma maneira belíssima: "

"Ele, que era um com Deus, ligou-Se aos filhos dos homens por laços que nunca se romperão. Por isso, Jesus "não Se envergonha de lhes chamar irmãos". Heb. 2:11.

APELO.

16. Estimado leitor internauta, fica aqui a informação mais preciosa em forma de apelo de que Jesus, o Filho de Deus e ao mesmo tempo o Filho do Homem é nosso. Nossa redenção foi levada a efeito porque Ele nos foi dado como o maior bem do Céu. Sem desmerecer o efetivo mistério do Beneplácito Divino que foi proposto em Cristo com a concordância de Deus Pai e do Espírito Santo, Ele (Cristo foi a expressão máxima da aquiescência divina em favor da raça humana caída e soerguida por Ele na Cruz do Calvário(Ef. 1:4 e 9).Fai a Suas preeminência em Tudo (Rm. 11:33-36).

17. Portanto, não há nenhum demérito a Pessoa do Espírito Santo como um Ser Divino. Não é menor em nada no Pacto da Salvação, apenas o Filho de Deus aceitou o encargo de ser o nosso EMANUEL.

Amém.

Até a Parte IV.

domingo, 27 de novembro de 2011

TRONO DE DEUS – Parte II

PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO GLORIOSA DE DEUS.

Êxodo 3, 19 e 20.


1. A primeira visão majestosa do SENHOR Deus (Jeová) foi proporcionada a Jacó(Gn. 28:11 e 12). Aqui o Filho de Deus confirma sua proposta de salvar o ser humano. Apesar das fraquezas e subornos que Jacó ainda praticaria, mesmo assim Jeová matinha firme a concessão de sua proteção (SDABC, vl 1, 3940).

2. Durante toda a era patriarcal essas aparições majestosas foram constantes. Todavia, o Trono da Majestade nunca fora visto de forma categórica.

3. Os anos se passaram na história do Povo de Deus. Veio então o cativeiro do Egito, onde Israel ficara cativo por 430 anos, em razão de um processo de assimilação da cultura religiosa egípcia.

4. Deus suscitou Moisés. Conduzi-o ao Deserto do Sinai. Levou-o ao Monte Sinai, Monte Sagrado. Ali Deus faz a Sua segunda manifestação gloriosa, destafeita, através de uma sarça ardente. Um espinheiro para sermos mais preciso. Da caixa de diálogo que ocorreu entre o Anjo do Senhor (YHWH/ Jeová) e Moisés, nenhuma semelhança divina foi vista por ele, a não ser a Sarça Ardente. O resto é História. Mas, sem duvida, num primeiro instante, Deus mantém a comunicação com o ser humano de forma majestosa e maravilhosamente registrada no Livro Sagrado.

5. O Eu sou o Que Sou (Ex.3:14), Foi tudo o que Moisés ouviu. Mas ainda assim, o Trono de Deus não fora conhecido. O Interessante é que desde Gênesis 2 até o Egito a Comunicação Divina sempre foi ostentada pelo Anjo do Senhor a quem conhecemos como o Filho de Deus, YWHW – Javé/Jeová.

6. O mandato de líder do povo de Israel foi outorgado a Moisés. Contudo, seria Ele (Deus) o Libertador do Povo de Israel o cativeiro do Egito. Deus carregaria Seu povo em Seus braços até o Deserto do Sinai, onde ratificaria a promessa que fizera, concomitantemente, a Abraão e a Moises na visão da Sarça Ardente (Ex. 3:12).

7. Ali ao pé do Monte Sinai Deus celebra Sua Aliança do Sinai – numa visão ultra maravilhosa, onde o povo foi autorizado a armar o seu acampamento. Deus chamou o povo depois de todos os cuidados, de todas as cautelas, etc. Ali, Deus conclama a nação de Israel para uma Aliança de Obediência Voluntária. Leva-a até ao Pé do Monte, e o Senhor numa Nuvem Escura, fala ao Povo, dizendo que ele (o povo) ouviria "a Sua conversa com Moisés para que sempre pudesse confiar nele (Ex. 19: 9-12).

8. Até então, ninguém viu nenhuma forma do Trono da Majestade. O Monte foi coberto por uma nuvem espessa, sem a manifestação da presença visual de nenhum dos personagens da Família Celestial. Os versos 13 a 24 nos mostram em palavras uma mensagem prodigiosa de como Deus (Jeová) se manifestou diante do Seu Povo, na escuridão. Deus velou Sua Glória, da mesma forma que o fez no Monte Calvário no Dia do Sacrifício do Cordeiro. Ali foi uma Aliança de Sangue – foi o mais sublime de todos os Sacrifícios.

9. Contudo, nenhuma manifestação gloriosa do Trono de Deus foi vista. O monte fumegava. Dele saia fumaça. Apenas o som da trombeta, relâmpago, vozes, trovões, buzinas (Ex. 19:16; 40:34; 1Cr. 5:11; Ap. 4:5, 8:5;; 11:19 e 16:18).

10. Interessante é que nos textos apocalípticos acima citados, essa manifestação explosiva e majestosa da presença Divina foi DIANTE DO TRONO. Observe-se que o vocábulo trono aqui se encontra gramaticalmente grafado no singular.

11. A dotação da Santa Lei de Deus foi outorgada diante da manifestação, de vozes, trovões, relâmpagos, sonido de trombeta. Como deve ter sido maravilhoso e terrível ver esta revelação de Deus. Mas, gosta ríamos de fechar esta Parte II, com o texto esplendoroso que encontramos em Êxodo 25:8. Foi pela Escritura que encontramos a Opção de Deus habitar no meio do Seu Povo.

" E Me farão um Santuário e habitarei no meio deles." Êxodo 25:8

12. Pois bem, o verbo habitar na língua hebraica tem como mensagem "Lishkon" com o sentido de Tabernáculo, que deu origem a Tenda da Congregação – "Mishkan" com o sentido igual a habitar – fazer uma tenda – É Deus habitando entre nós – dai a palavra Emanuel. A raiz da palavra mesmo é "Shkân", donde vem, pois, a origem da palavra "Shechinah" – Significando a eminente presença de Deus (nos dizeres de Matheus Guimarães).


13. Ai já se visualiza na Terra o Trono de Jeová representado pelo Santuário Terrestre. Realmente quem sempre esteve assentado nele foi o Senhor Adonai representado por Aquele que é, que era e que há de vir (Ap. 1:4 e 8).

14. O Santuário Terrestre era um símbolo do Trono de Deus (no singular, porque não há outro ou mais de um). Sobre isto veremos mais amiúde no decorrer do nosso trabalho expositivo.

15. Aliás, o nome Adonai, o Senhor, tem um significado muito extenso. É um título d'Aquele que é dono de tudo, o que existe. A palavra Senhor, tanto é usada para Deus o Pai, como para Deus, o Filho, sendo impossível muitas vezes se afirmar com certeza de qual dos dois se está falando.

16. Como no Plano Redentivo de Deus, Jeová o Filho foi quem arrostou pessoalmente com o processo da nossa Salvação, dai a Sua efetiva presença à frente de todo o procedimento Redentivo. O Pai autoriza a consumação do Plano, e o Espírito aplica na vida dos seres humanos os efeitos da morte vicária do Filho.

17. Logo a preeminência de Jesus na Operação Resgate do Planeta Azul e de seus habitantes, viria mais tarde, quando Ele for declarado Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores. Notadamente Ele reinará do Seu Trono na Terra Renovada, cumprindo-se, desse modo, a profecia. (Rm.11:36; Cl. 1:15-20).

18. A sugestão é para que os textos acima aludidos como referências bíblicas sejam lidos também numa Bíblia editada numa linguagem moderna – NVI/NTLH/TB.

19. Entendemos que tanto o Pai como o Espírito Santo, o nosso Paracleto, o outro Consolador, não estão, em momento algum, reclamando a titularidade pertencente unicamente ao Filho de Deus em todo o processo de purificação do Universo por causa da mancha produzida pelos efeitos da rebelião luciferiana. Pelo contrário, há toda uma conjuminância do Trio Celeste composto pelo Conselho Secreto da Vontade de Deus (Ef.3:11), purificando o Universo inteiro da mancha do pecado.

20. Com isso, concluímos a segunda parte deste breve estudo apocalíptico do grande Drama Universal, citando o que o Espírito de Profecia inspirou a EGWhite:

” Procurai corresponder à expectativa de Jesus Cristo. Ele auxiliará em todo esforço feito na direção certa. Lembrai-vos de que não há um ato da vida, nem sentimento do coração, que não esteja exposto à graça do Salvador."
Conselhos s/Saúde , p 362, §3º.

"Posto que a mente finita do homem não seja apta a penetrar nos conselhos do Ser infinito, ou compreender completamente a realização de Seus propósitos, muitas vezes é por causa de algum erro ou negligência de sua parte que tão palidamente entendem as mensagens do Céu".
Cristo no Seu Santuário, pg. 68 §5º

Até a parte III.


Olavo Oliveira Ferro
Igreja Adventista do 7º Dia - ICR
olavoferro@uol.com.br.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

TRONO DE DEUS – Parte I

Esta é a parte inicial da Série sobre o Trono Celestial de Deus. O Estudo será apresentado em 7 capítulos. 

O TRONO DE DEUS NO CÉU.


INTRODUÇÃO.

1. Encontramos em todas as Escrituras, aproximadamente, apenas 59 textos falando expressamente do Trono do Deus Altíssimo.

2. Destes textos, apenas 08 estão no AT e o restante no NT. Pormenorizando ainda mais a pesquisa, somente no Livro das Revelações – o Apocalipse, se encontra a sua maior parte dos versos (51) que registram o objetivo das citações e sua finalidade.

3. Por sinal o assunto está amplamente ligado com a habitação de Deus em relação ao resgate do Planeta que tem sido objeto do tema – o Grande Conflito e/ou a Grande Controvérsia.

4. Ressaltamos mais, que desde o Éden o Senhor Deus Jeová tem sido muito pródigo em demonstrar o seu interesse em trasladar o Seu Império Divino, a Capital do Universo para a Nova Terra, ou melhor,  na Terra Renovada (Ap. 21:3; Is.62:11 e 12 e 65:17 e seguintes).

5. Em suma, este é o Projeto de Deus desde a Eternidade, tão eterno quanto Ele – o Senhor Deus nosso Pai, Seu Filho Unigênito e o Espírito Santo.

HABITAÇÃO TERRESTRE.

6. O primeiro lance que tomamos conhecimento, encontramo-lo no livro dos Gênesis (Gn.3:8). Era costume do Senhor Deus falar com o casal recém criado, antes mesmo da queda. Adão/Eva entretinham um relacionamento saudável e presencial quando ouviam a voz do Senhor.

7. A posteriori, a história religiosa se desenvolveu num clima de tristeza e vergonha. Tudo se modificara. As vestes da inocência cederam lugar a desonra e humilhação. A composição fisiológica do casal se transmudou.

8. Os resultados todos já conhecemos. O casal foi convidado a se retirar do Lar Edênico. Teriam que viver fora das partas do Paraíso.

9. Providências foram tomadas por ocasião do despejo do casal desobediente que a partir de então, seria errante na Terra, até se cumprir a promessa Divina. Formalidades foram providenciadas pelo Senhor Jeová, a fim de que pelo descendente da mulher, o Salvador vindouro pudesse resolver a problemática da desobediência que agora passara a chamar-se de pecado.

DOUTRINA DA SALVAÇÃO.

10. Lá fora, as formalidades daria início a doutrina fundamental por excelência das Escrituras Sagradas – Doutrina do Santuário. Este é o fundamento teológico do Plano da Salvação ideado por Deus.

11. Agora, Adão e Eva precisavam de:

Um Sacrifício,
Um Altar de Sacrifícios,
Um sacerdote e de
Um Intercessor;

12. Enfim, o ser que povoaria o Planeta precisavam na Terra de Um Santuário para Adoração ao Deus Criador.

13. Ali se cumpria o princípio dos Princípios – o Deus que amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito." João 3:16. Ele O deu, não somente para que vivesse entre os homens, mas que tomasse sobre Si os seus pecados, e morresse em sacrifício por eles; deu-O à raça caída. Cristo devia identificar-Se com os interesses e necessidades da humanidade. (Caminho a Cristo, 14).

Continua – na Parte II

Olavo Oliveira Ferro
Igreja Adventista do 7º Dia - ICR
olavoferro@uol.com.br.